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Delivery em 2026: o aplicativo traz pedidos, mas é o salão que fideliza

Blog MenuOnGo · Atualizado em

A pandemia transformou o delivery de complemento em tábua de salvação. Seis anos depois, muitos restaurantes têm a impressão de que trabalham mais para o aplicativo do que para si mesmos: o pedido entra, a comissão sai, e o cliente fica sendo do app, não da casa.

Ao mesmo tempo, o salão voltou a encher. A pergunta para 2026 não é “delivery ou salão”, e sim como cada canal deve trabalhar para o outro.

Cliente retirando um pedido no balcão de uma lanchonete

Quanto o brasileiro pede por aplicativo?

Muito, e cada vez mais. No Panorama de Consumo do Sebrae Paraná, com 434 moradores do estado entrevistados em julho de 2025, 66% disseram pedir comida por aplicativo de delivery pelo menos uma vez por semana, contra 60% em 2024. O pedido feito direto ao restaurante, por telefone, WhatsApp ou app próprio, foi feito semanalmente por cerca de metade dos entrevistados, um pouco menos que os 54% do ano anterior (Sebrae PR).

É um retrato de um estado, não do país inteiro, mas a direção é clara: o aplicativo ganha espaço, e o pedido direto perde um pouco.

E o salão?

Continua sendo onde o cliente prefere estar quando sai. Na pesquisa nacional do Sebrae com a Abrasel, com mais de 6 mil pessoas, 93% disseram preferir comer e beber no local quando fazem uma refeição fora de casa, em vez de pedir para entregar. As principais razões para sair foram comemorações (76,6%) e encontrar amigos (76,3%) (CNN Brasil).

Ou seja: o delivery resolve a terça-feira cansada. O salão é a sexta com os amigos, o aniversário, o almoço de domingo. São ocasiões diferentes, e um restaurante saudável aproveita as duas.

Hambúrguer com fritas pronto para ser servido

O que o cliente de delivery avalia

O mesmo estudo do Sebrae PR pediu notas de 0 a 10 para a experiência de delivery. As melhores foram para opções de pagamento (8,9), pedido correto (8,6) e embalagem (8,6). O ponto mais fraco foi o tempo de entrega (8,1), e os pratos diferenciados ficaram com 7,5.

Para o restaurante, a leitura é prática. O que você controla de verdade no delivery é o pedido certo e bem embalado. O tempo depende em parte do entregador e do trânsito; o prato diferenciado é onde há espaço para se destacar.

Como depender menos de um canal só

Trate o aplicativo como vitrine, não como dono do cliente. Ele é ótimo para ser encontrado por quem não conhece você. O desafio é transformar parte desses clientes em clientes da casa.

Deixe o pedido direto fácil. WhatsApp visível, telefone que alguém atende, cardápio com o link certo. Muito cliente pediria direto se soubesse como.

Use a embalagem como convite. Um cartão com o QR code do cardápio e um motivo para visitar o salão (a sobremesa que só existe na casa, o chope, o prato do dia) leva o cliente do sofá para a mesa.

Cuide do cardápio de delivery. Prato que não viaja bem estraga a avaliação. Tire do delivery o que chega murcho, frio ou desmontado.

O cardápio como ponto de encontro dos canais

Pense no cardápio digital como a porta de entrada de todos os caminhos. No MenuOnGo, o mesmo cardápio que abre pelo QR code da mesa e pelo Google Maps pode mostrar os links para os aplicativos de delivery em que você está, além do seu WhatsApp e telefone, em todos os planos, inclusive no gratuito. E no Pro, os pratos ganham vídeo curto: quem está decidindo entre pedir em casa ou vir até você vê a lasanha borbulhando e, muitas vezes, decide sair de casa. Vale lembrar que o MenuOnGo não recebe pedidos nem pagamentos, por escolha: ele mostra o cardápio e leva o cliente ao canal que você preferir, sem cobrar comissão de nada. Você pode escanear o seu cardápio grátis e testar o vídeo por 30 dias sem cartão.

Pratos servidos ao lado de um cardápio impresso

Os canais de venda, lado a lado

Canal Força Custo Quem fica com o cliente
Salão Experiência, ticket maior, fidelização Equipe e estrutura Você
Aplicativo de delivery Alcance e novos clientes Comissão sobre cada pedido Em grande parte, o aplicativo
Pedido direto (WhatsApp, telefone) Margem melhor, relação direta Tempo de atendimento e entrega própria ou terceirizada Você
Retirada no balcão Sem entregador, rápido Baixo Você

O contraponto honesto

Para muitos negócios, especialmente em bairros sem movimento de rua ou em operações só de cozinha, o aplicativo de delivery é a principal fonte de pedidos, e abrir mão dele não é realista. A comissão pesa, mas pode valer pelo volume e pela visibilidade. O equilíbrio certo depende do seu tipo de casa; o erro é não saber quanto cada canal realmente deixa de margem no fim do mês.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas pedem comida por aplicativo no Brasil? No Paraná, segundo o Sebrae PR, 66% dos entrevistados pediam por aplicativo de delivery ao menos uma vez por semana em 2025, contra 60% em 2024. Não há um dado nacional equivalente da mesma pesquisa.

Os brasileiros preferem delivery ou comer no restaurante? Quando saem para comer, 93% preferem consumir no local, segundo pesquisa nacional do Sebrae com a Abrasel. O delivery atende outras ocasiões, como o jantar rápido em casa no meio da semana.

Como diminuir a dependência dos aplicativos de delivery? Facilite o pedido direto com WhatsApp e telefone visíveis no cardápio, use a embalagem para convidar o cliente a visitar o salão e destaque pratos que só existem na casa. O aplicativo continua útil para atrair quem ainda não conhece você.

O que o cliente mais valoriza no delivery? No estudo do Sebrae PR, as maiores notas foram para opções de pagamento (8,9), pedido correto (8,6) e embalagem (8,6). O tempo de entrega teve a menor nota (8,1).


Fontes: Sebrae Paraná, Panorama de Consumo: Refeições Fora do Lar e Delivery 2025; Sebrae e Abrasel, pesquisa nacional de 2023 (via CNN Brasil). Imagens: Pexels (uso gratuito). Dados atualizados em outubro de 2026.

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